martes, 20 de mayo de 2014

Os povos da Serra Nevada de Santa Marta


A Serra Nevada de Santa Marta é um sólido em pedra imenso, que se estende por cima de uma área aproximadamente 30.000 km. quadrados ao norte de Colômbia, nos departamentos de Magdalena, Cesar e Guajira.
Os pontos mais altos da Serra (e de toda Colômbia), são os picos Colón e o Pico Bolivar, os dois de 5775 metros de altura sobre o nivel do mar.
Na Sierra Nevada de Santa Marta tem vivido o homem desde tempos remotos muito antigos.
Estima-se que os primeiros estabelecimentos se originaram a doze mil anos.
Nessa época da conquista espanhola em 1525, quando Rodrigo de Bastidas fundou a cidade de Santa Marta, o povo que morava a parte norte da serra era dos Tayronas. Eles viviam de agricultura, caça e pesca e não conheciam a roda e nem a utilização dos animais, nem a escrita. Através os espanhóis as relações foram inicialmente amigáveis, depois, sucessivamente os Tayronas foram exterminados não somente de maneira sangrenta, mas na maioria pelas enfermidades trazidas pelos conquistadores.
Os espanhóis não encontraram as fontes de ouro que esperavam e assim avançaram ao interior de Colômbia.
Hoje, na Serra Nevada de Santa Marta sobrevivem os descendentes dos Tayronas, quatro etnias diferentes mais com parentesco entre elas. Ao norte, perto do mar vivem os Wiwa. No interior moram os Kogi e os Arzarios, por perto da cidade perdida dos Tayronas.
No sul da Sierra, pelo outro lado, vivem os Arhuakos, que se definem Ika. 
Para chegar a aldeia dos Kogi, chamada Mutanji, se sai de Mamey, povoado a duas hora e meia de Santa Marta.
De Mamey, começa-se a caminhar subindo por estreitos e barrentos caminhos.
O percurso até Mutanji demora seis a sete horas de caminho, mas e aconselhável deter-se e descansar uma noite perto do quiosque de Adan, e molhar-se num torrente de águas muito limpas.
O dia seguinte cjhega-se a Mutanji, o povo dos Kogi (pronuncia-se: Koghi). É preferível se apresentar de imediato ao “Mano” do povo, que é a autoridade espiritual. Comummente é difícil estabelecer em pouco tempo, um relacionamento de confiança, com esta gente, por causa que são extremamente desconfiados dos que não são indígenas, mas também porque não dominam plenamente o idioma espanhol. Seu idioma é kogi, uma das lenguas provenientes do chibcha. O Mano é a figura central na vida dos Kogi.
Ele esta com contato com as forças da natureza, ele sabe como tratar com aqueles que não são Kogi (sejam colombianos ou estrangeiros ), ele pode atrair as forças do bem e repelir as forças do mal.
A gente do povoado se submete ao poder do Mano. Se ele pedir para trabalhar no campo, o cuidar dos animais, eles obedecem sem pedir recompensa. Os homens usam o "popóro", um utencílio cóncavo onde com uma vara de madeira, misturam a baba do caracol, com uma pedra calcárea chamada cal, que encontram na beira do oceano. Logo se colocam esta substância na boca, onde eles tem constantemente um bocado de coca. A folha de coca, misturada com a baba do caracol e com a pedra calcárea da um efeito excitante, e calma o homem e a sede.
Para eles a coca é uma cultura e o póporo é um objeto pessoal importantissimo.
As mulheres não usam o póporo e não mastigam a coca. São totalmente dominadas e não lhes é permitido apreender o espanhol.
Esta gente vive fora do "nosso mundo" e se consideram guardiões da cidade perdida, construída no século XV a mais o menos treis horas de caminho mais acima.
Atualmente ninguém mora na cidade perdida. Para se chegar a ela existem mil e duzentos degraus de pedra que se chega a uma grande área plana onde tem pirámides incompletas.
Os Kogi vivem em cabanas de barro solidificado com palha. Junto aos Kogi vivem os Arzarios, povo mais aberto ao diálogo e mais interessados sobre o uso da tecnologia moderna.
Enquanto que para os Kogis, cada novo sistema de tecnologia é contrário a sua cultura. Pelo outro lado, para se chegar a terra dos Aruhakos , é preciso antes que tudo chegar a cidade de Valledupar, situada a mais o menos quatro horas de onibus começando desde Santa Marta.
A cidade é quentíssima, e famosa por um tipo de música lenta, para dançar em parelhas denominada vallenato.
Desde Valledupar chega-se aproximadamente em duas horas em "camioneta" ao povoado de Pueblo Bello, situado a uns mil e quinhentos metros de altura sobre o nivel do mar.
O povoado, onde nota-se já grupos de Aruhakos, vestidos com sua tradicional vestimenta de cor branca, e seu "gorro", contrata-se um veículo campestre extremo, e as vezes também perigoso já que as chuvas, quase sempre diárias, transformam o caminho num mar de barro, e o terreno quebra-se em profundos "canyons".
Tem outro modo para se chegar a Nabusimaké caminhando em mais o menos sete horas, más não e aconselhável.
Sobe-se pela montanha durante umas horas, a uns três mil metros sobre o nivel do mar. Depois baixa-se ao vale de Nabusimaké, um verdadeiro paraíso de plantas e flores. A paisagem e maravilhosa. As plantas mais comuns são os agaves, as buganvilleas e as orquídeas. Campos muito verdes e gigantescas torrentes de agua muito límpidas, parece realmente ter chegado ao paraiso terrestre, um lugar ancestral esquecido pelo "mundo".
Os Arahuakos, o Ika como eles se identificam, vivem neste vale desde tempos remotos e praticam a agricultura e o rebanho.
Existe uma aldeia onde pode-se registrar com o comissário do lugar especificando o motivo da visita. Depois de ter recebido a autorização para a residência e de ter pago uma cota simbólica, pode-se explorar o lugar, ficando apesar disso, atento a não fazer muitas perguntas para não se estranhar com o povo da aldeia.
No povoado tem algumas casas de barro seco, enquanto que no vale tem algumas de madeira e de tijolos.
No vale moram tambem os mestiços, descendentes dos Arahuakos misturados com colombianos.
Os mestiços são cristãos e não falam a lengua Ika, más se expressam sômente em espanhol.
Tambem para os Arahuakos a figura central é o Mano, máxima autoridade espiritual. Os Arahuakos acreditam em Deus, que o chamam com o nome de: Kaka Serangua, o criador do Universo.
Acreditam que Deus tenha criado antes os povos da Serra Nevada de Santa Marta e depois todos os outros povos da Terra chamados bunachi. No vale acredita-se firmemente em que os varios Manos do lugar se comunicam mentalmente com Deus e atuam de modo que os que não são Ika, quer dizer todos os povos da Terra, preservem a natureza.
A Nabusimake tem uma escola que pode-se comparar com nosso Bacharel. Homens e mulheres estudam diferentes matérias, entre as quais estão as matemáticas, a geografía, a história, cultura em geral e lengua Aruhaka. O idioma arauhako, tambem vem do chibcha e se escreve com o alfabeto latino, mas tem algumas diferenças, como por exemplo, para obter um sonido parecido a da letra k, se usa uma A ao revêz. Falei com vários jovens e todos estão de acordo da pureza de sua gente, e da importância de preservar sua lengua e sua cultura. Esta gente, seja a dos Kogis e dos Arauhacos, vivem num mundo a parte, não tem luz elétrica e nem agua corrente. Estas etnias que vivem na Serra, são somente duas das oitenta diferentes culturas indígenas que atualmente vivem em Colômbia.
Na constituição de Colômbia as culturas indígenas, são reconhecidas e as lenguas indígenas, sessenta e quatro são consideradas oficiais.

YURI LEVERATTO
Copyright 2007

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