martes, 8 de abril de 2014

Os petroglifos dos Montes de Maria, herança dos Zenúes


Na costa Caribe colombiana, más precisamente nos Montes de Maria, tem alguns sítios arqueológicos completamente desconhecidos, mas muito importantes para o estudo profundo dos primeiros habitantes da zona, dos quais desenvolveram a assombrosa cultura dos Zenúes.
Já algumas análises arqueológicas efetuadas no século passado em Puerto Hormiga tinham testemunhado que alguns grupos de nativos tinham-se estabelecido ao redor de 3000 a.C., tempo pela qual remonta alguns pedaços de cerâmica. 
Para chegar aos petroglifos dos Montes de Maria, uma zona que lamentavelmente foi cenário de enfrentamentos armados nos anos passados e que somente a pouco tempo foi apaziguada, temos que recorrer estritas passagens e penetrar na espessa selva tropical que tempos passados provavelmente estendia-se em grande parte da costa Caribe pode-se observar três petróglifos principais.
O primeiro, situado num afluente da quebrada Rastro, faz notar alguns rastros, provavelmente de caciques ou chefes espirituais e políticos do tempo. 
No segundo e terceiro, mas importantes, que encontra-se também na quebrada Rastro, más muito mais rio abaixo, no município de San Juan Nepomuceno, nota-se as imagens de 4 rostos pertencentes possivelmente a 4 chefes espirituais da época dos Zenúes. Na parte superior de um dos rostos, nota-se outros 2 semblantes que, na minha opinião, ilustram aos antepassados da pessoa representada.
Acredita-se que a cultura Zenú começou a se desenvolver ao redor do segundo século antes de Cristo.
Eles eram expertos na irrigação e na agricultura que de fato construiram canais que permitiam transportar a agua até os campos mais longe das quebradas, tanto assim que muitos deles ainda hoje se utilizam.
Na opinião de alguns linguistas, o povo dos Zenúes tinha origem amazónico que falavam uma lengua do grupo Caribe.
Mas ninguém no departamento de Cordoba falam mais esta lengua e pela mesma razão é muito difícil estabelecer com certeza a verdadeira origem dos povos Zenúes.
Apesar disso sabe-se que eram artesãos espertos que fabricavam maravilhosas cerâmicas e espléndidos tecidos de algodão que faziam intercâmbios com os povos vizinhos.
A chegada do terrível conquistador Pedro de Heredia , o povo dos Zenúes dividia-se em três reinos: Pancenú, Fincenú e Cenofana. Tinha três centros principais: Mexin, Yapel e Fincenú. Este último era o lugar religioso mais importante, onde se enterrava aos caciques. As tumbas se enfeitavam com ouro e pedras preciosas, pelas quais os Zenúes não davam valor intínceco, más , mais espiritual, relacionando com a divinidade principal, o Sol.
Nas tumbas colocava-se joias de ouro magnificamente elaboradas, junto com armas e tecidos com a finalidade de acompanhar o defunto a sua última viagem.
Lamentavelmente como já tinha mencionado, esta cultura foi aniquilada pelo cruel Pedro de Heredia, quem não somente saqueou vergonhosamente as tumbas Zenúes para apoderar-se do ouro sepultado, más também torturou e matou vilmente muitíssimos nativos para que lhes dicesse onde estava escondido mais ouro.
Ao conquistador Pedro de Heredia guarda-se memória com uma estátua na cidade de Cartagena de Indias, mas pouco fala-se da sua verdadeira e cruel natureza de genocida de um povo pacífico e tranquilo como os Zenú.
Atualmente descobriu-se estes importantes petroglifos, herança da cultura Zenú nos Montes de Maria.
Espera-se que as autoridades locais organizem visitas, os sítios arqueológicos, para evitar prejudiciais e vandalismos que deformariam e estragariam para sempre os vestigios de antigas culturas pelas quais deve-se manter respeito, valoriza-los e estuda-los.

YURI LEVERATTO
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