miércoles, 18 de junio de 2014

Os Mayoruna da “terra indígena vale do Yavarí”


Minha experiência com os indígenas mayoruna do Brasil comessou com o povo Atalaya do Norte, na beira do rio Yavarí.
Dias depois ter penetrado na selva estabeleci contato com uma família de marubos, da qual o chefe me acolheu na sua comunidade ilustrando-me seu modo de viver e suas tradições.
A terra indígena Valle del Rio Yavarí se extende na Amazónia brasileira, perto da fronteira entre o Brasil e o Perú que estão justamente delimitadas pelo curso de onde vivem várias tribus indígenas, algumas delas ilhadas.
Com a terminação mayoruna (do quechua: mayo, rio: runa, gente) denomina-se a um conjunto de povos que vivem tanto na terra indígena Vale do Yavarí (Brasil) como nos rios Yavarí, Gálvez e Yaquerana, no território peruano.
Estes povos são marubos, matis, matsés, Kulinapano, Korubo, Kanapari, Tsohom dyapa, além de outros grupos de indígenas não contactados. No total ao redor de 3800 pessoas vivem na terra indígena Vale do Yavarí no Brasil.
A maioria delas falam idiomas pertencentes ao grupo pano.
A história dos indígenas mayoruna está marcada pelos contínuos conflitos com os não indígenas: o primeiro tempo depois da conquista espanhola caracterizou-se pela entrada das missões jesuitas (1653-1769); até o fim de seculo XIX penetrou o capitalismo na Amazonia com a exploração da borracha (1880-1914); logo depois da Segunda Guerra mundial comessou o tráfico da valiosa lenha, hoje ainda em curso; depois de 1970 comessou a se projetar empresas petrolíferas de empresas nacionais e estrangeiras que põem em risco a a integridade do ambiente e dos próprios indígenas.
Ainda hoje muitos mayoruna vivem em malocas (ver foto a direita), grandes cabanas tradicionais comummente retangulares, levantadas por quatro estacas que representam o eixo do mundo, mas não faltam as malocas de forma circular.
No geral estas casas ancestrais tem o acesso orientado na direção dos cursos de agua mais perto.
A ubicação dos membros da família não e casual. O chefe e seu irmão dormem respectivamente a esquerda e a direita do portal principal. O xamã e a esposa do chefe dormen, no entanto, à esquerda e a direita do portal secundario.
A maloca e o núcleo do universo para os mayoruna a noite transforma-se num centro de conhecimento.
Uma fogueira constantemente acesa, onde se preparam os alimentos representa o "estômago", o ponto onde transforma-se a energia e, pelo tanto a força. E importante lembrar que quando morre um dos seus construtores, a maloca deve ser queimada.
Atualmente os mayoruna vivem num estado aparente de tranquilidade, que apesar disso se esconde alguma armadilha.
O fato que os mayoruna da terra indígena Vale do Yavarí recebem um subsidio do estado brasileiro é, ao meu modo de ver, alguma coisa negativa: são manipulados, não podem caçar animais da selva como o faziam no século passado e o "salário" que se lhes da os há transformado em seres dóceis facilmente corruptíveis da qual não são completamente donos do seu destino.
Faz uns poucos meses se soube que a empresa petrolífera Pacific Stratus (100% propriedade da Pacific Rubiales), tentou iniciar actividades de exploração do petróleo na bacia dos rios Galvez e Yaquerana pertencentes a Peru.
Neste caso os mayoruna brasilerios objetaram que a eventual contaminação do Rio Yaquerana causaria um dano gravíssimo a terra brasileira, e com todo a razão.
Pelo momento a empresa Pacific Stratus ainda não comessou a exploração da área, más poderia apresentar outro projeto no futuro próximo. Em respeito a uma possível ameaça direta para a terra indígena do Vale de Yavarí no (Brasil), a partir de 2007 a Agência Nacional do petróleo (ANP) comessou procurar tanto na bacia do Rio Juruá como no sul da terra indígena Vale do Yavarí, onde a empresa Georadar já terminó trabalhos de exploração de alguns poços petrolíferos sem ter em conta a opinião dos chefes indígenas mayoruna, da qual consideram que estes trabalhos podiam contaminar os rios Itaquaí e Yaquerana; este último e a parte alta do mesmo Yavarí.
Como podemos notar a delimitação de estas enormes terras indígenas não são suficientes para proteger os nativos que vivem nelas. Precisamente a enorme extenção de estas áreas faz delas um grande e dificil modo de como protegelas.
Por outro lado, o fato de que os indígenas que nelas moram estem acostumados desde muito tempo ao comercio dos recursos presentes no seu território como a valiosa "madeira" mas tambem pedras preciosas e ouro, faz deles corruptiveis e favorecedores a entrada de entidades externas ao territorio, coisa que não e fácil controlar.

YURI LEVERATTO 
Copyright 2014

Traduçaõ: Anna Baraldi Holst, Itapema - Santa Catarina BRASIL

No hay comentarios:

Publicar un comentario