martes, 9 de septiembre de 2014

Os geóglifos amazónicos, indicios de uma civilização desconhecida


A colonização Europeia de Rondônia e do Acre é relativamente recente.
O primeiro português que explorou a zona foi Antonio Raposo Tavares, foi no ano de 1650.
Apesar disso foi somente a partir do ano de 1770 que alguns portugueses se estabeleceram na área com a constçruão em 1776 do forte chamado Forte Principe de Beira sobre a orla do rio Guaporé.
Com tudo, o atual Estado de Rondônia ficou habitado somente por grupos de indígenas ilhados até o fim do século XIX, quando o explorador Cândido Rondon terminou com algumas expedições na zona.
O Estado de Acre, que pertencia a Bolivia foi adquirido pelo Brasil no ano de 1903, somente então começou uma lenta colonização. Desde o ponto de vista antrópico sabe-se que a tribo que viviam nos territórios de estes dois Estados eram numerosos e constituiam sociedades difíceis da qual sabe-se bem pouco.
A respeito alguns linguísticos se opina que enquanto no Rio Juruá (Estado do Acre) viviam tribos pertencentes a grupos linguísticos Pano, na cuenca do Rio Purús e do rio Acre do mesmo Estado do Acre, viviam também indígenas pertencentes a grupos linguísticos Arawak.
Como na maioria dos grupos indígenas que viviam na cuenca dos rios Madre de Dios, Beni, Mamoré e Guaporé (refiro-me principalmente a os Moxos), que também faziam parte da família linguistica Arawak. Opina-se que haveria tido uma continuidade cultural numa área desde o rio Purús até rio Mamoré que faz parte do Estado de Rondônia ao rio Guaporé ,
a zona do Paititi histórico.
Em cambio a cuenca do rio Machado (afluente direto do rio Madeira), estava habitada por indígenas de lengua Tupi -Guaraní .
Na zona de influência Arawak que hoje pertence ao Brasil (Acre), começou-se a descobrir a partir do ano de 1977, varios geoglifos e grandes símbolos geométricos podendo-se reconhecer somente desde o alto dos cêus.
O primeiro símbolo ou desenho circular é de 100 metros de diámetro que foi notado no ano de 1977.
O segundo símbolo observado aconteceu em 1985, tratava-se de um grande geoglifo quadrangular contido num geoglifo circular .
Os geoglifos poderiam ser observados como o resultado de escavações (canais), ou de terraplanagem podendo-se notar em terrenos bolivianos de Pano e Beni, ,inclusive no Estado Brasileiro de Rondonia.
No Estado do Acre os geoglifos mais significativos encontra-se na propriedade Jaco Sã, (09º 57`39.9" Sul e 67º 29`43" Oeste), e na propriedade Corada (9º 52`15 Sul e 67º 31 55 Oeste).
Nestes sitos tem geoglifos quadrangulares de aprox. 150 metros de lado e os circulares de aprox.150 metros de diámetro.
No Estado do Acre existem outros geoglifos como os da propriedade de Calazon Da Silva (10º 01` 18" Sul e 67º 30 `23 Oeste), e Baixa Verde de (10º 02`57 " Sul e 67º 32`07" Oeste), os dois quadrangulares.
Na zona dos geoglifos notou-se cerâmicas que foram datadas com o método carbono 14 de datação de 1294 d.C.
Também em Rondônia foram descobertos diferentes geroglifos.
Na minha recente viagem ao Brasil pude estudar junto o investigador Joaquim Cunha Da Silva, podendo observar outros geroglifos na zona de Nova Brasilândia.
Trata-se de um geoglifo circular de um diámetro de aprox. 200 metros, ubicando numa região de cultivação de milho. Parte dele encontra-se escondido atraves da selva.
Existem outros geoglifos em Rondonia que pode-se notar desde o alto nas zonas que foram desmatadas. Provavelmente existem ainda dezenas de geoglifos desconhecidos escondidos entre as matas ou selva , tanto em Acre como em Rondônia.
Ás hipóteses mais acreditadas sobe a origem de estes geróglifos podem ter sido antigos canais ou terraplanagens que delimitariam fortificações.
De fato nas crônicas dos conquistadores (por exemplo Schnidel, de 1554 d.C., deduziu-se que eram aldeias protegidas com altas estacas de madeira.
Existindo aldeias fortificadas significaria que os povos que ali viviam teriam que defender-se dos invasores. A expansão dos povos de lengua Tupi-Guaraní e Pano em terras habitadas por indígenas que falavam Arawak, poderiam esclarecer parcialmente esta teses .
Apesar desta teoria não explica os ditos geróglifos dobrados, ou aqueles que estão construidos por um circulo no interior de um quadrado como aquele na propriedade de Jacó Sã. 
Pergunta-se: se foram construidos ou idealizados por motivos rituales, ou dar tributo a Divinidade como no caso os geoglifos de Nasca (Perú)?

YURI LEVERATTO
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