viernes, 25 de septiembre de 2015

Os fundamentos da civilização ocidental


Com freqüência escuta-se ouvir e dizer que a civilização Ocidental está na decadência, que a Europa e os Estados Unidos de América vão aproximando-se ao seu ocaso e que outras civilizações e culturas logo dominarão a Terra. O declive demográfico dos países ocidentais faz pensar que no futuro próximo outros povos tomarão a vantagem e poderão impor sua cultura na parte do planeta que chamamos “Ocidente”. 
Muitas vezes quem sustenta estas teses afirma que no ocidente não tem valores, e que outras culturas, tem a tendência de ter uma visão mais pura do mundo. 
Pelo contrário são justamente os valores de nossa sociedade Ocidental que as vezes são usadas por grupos de pessoas intolerantes e fanáticas para introduzir-se e intentar impor sua cultura dentro do nosso mundo Ocidental (refiro-me, por exemplo, a tentativa de fazer aceitar a sharia em alguns bairros de Londres o também a proibição de realizar transfusões de sangue a menores no caso de perigo de vida por parte dos testemunhas de Jehová).
O relativismo cultural, o conceito pelo qual toda cultura deve ser colocada no mesmo nível e não pode ser julgada, esta demonstrando todos seus limites. E assim como a liberdade de expressão, a democracia e a tendência ao diferente, estão para ser usadas deliberadamente pelos “outros” contra o conceito mesmo da civilização Ocidental. 
Mas quais são os valores que distinguem a nossa civilização? 
Muitos historiadores concordes num fato de que nossa civilização tem descendência dos antigos gregos. 
Como se sabe, foi Clístenes, em 508 a.C., quem introduziu a primeira forma de democracia (do grego “poder ao povo”), colocando adiante a obra de Solón. A filosofia grega foi, com Platão e Sócrates, a primeira colocou de maneira crítica o problema por cima a procura da verdade e o fato de perguntar-se se o bem e o mal são relativos. 
É justamente esta ”tendência a crítica” a que tem distinguido a nossa cultura no transcurso dos séculos. 
Aristóteles, aprofundando-se na metafísica, foi um dos primeiros filósofos que perguntou-se sobre pensamentos fundamentais a respeito da existência de Deus e a imortalidade da alma. Também na República Romana (509 a.C.- 27 a.C.), considera-se a origem da civilização ocidental , especialmente quando no 367 a.C., foram promulgadas as Leis Liciniae Sextiae que davam mais poder ao plebeus, permitindo-lhes aceder ao consulado. 
Outros historiadores fazem coincidir o nascimento de Jesus com a consolidação da civilização ocidental por vários motivos. Primeiramente que tudo, pela mensagem da paz e tolerância de Cristo, “ama ao próximo como a ti mesmo”, na parcial contradição com o Antigo Testamento, mas também pela célebre frase “dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”, que implicitamente admite a separação entre Estado e Igreja, de modo que justifica a laicidade do Estado, um conceito fundamental em Ocidente. 
A civilização Ocidental, depois da caída do Império Romano fechou-se em si mesma e somente com a época dos grandes descobrimentos geográficos inaugurados pelo Cristovão Colombo em 1492, começou uma expansão territorial que levou os europeus a dominar grande parte do planeta. 
Tudo isso sem esquecer que esta expansão causou vários genocídios, como por exemplo, o dos indígenas de América. Apesar disso, isto foi causado mais pelos vírus pela qual os europeus eram portadores inconscientes que pelas guerras efetuadas de forma deliberada. 
No século XVII, o filósofo Baruch Spinoza foi um dos primeiros em propor o chamado panteísmo, o bem dizer, conceito de que Deus é imanente no Universo, mas que ao mesmo tempo o transcende. Sua crítica a da concepção tradicional de Deus levou ao desenvolvimento da corrente da ilustração propugnadora do exceptisismo religioso, e pelo tanto oposto ao “direito divino dos reis“. 
Um ulterior impulso até o século das luzes o do racionalismo de Gottfried Wilhelm Von Leibniz, quem sustentava que todo o conhecimento pode ser alcançado através da razão. 
O século XVIII é muito importante para compreender as fundamentas da civilização Ocidental. A ilustração, entendida como o movimento que libertou o homem da prisão das culturas, toma lugar na França dominada pelo absolutismo monárquico e pelo clero católico. O pensamento da ilustração liberado na Francia pelos filósofos Voltaire, D´Alembert, Diderot e Montesquieu, superou o conceito do bom selvagem, ou seja, a idéia de que os indígenas são bons e conhecem o mal somente quando estabelecido contato como o progresso. Demonstrando em cambio que cada homem tem implícitos na sua alma os conceitos do bem e do mal, os conhecedores foram alem, intentando estabelecer princípios gerais que liberaram ao homem do seu relativismo cultural, afirmando a universalidade da ética. 
A continuação se apresenta um fragmento que sinala o que foi para o Immanuel Kant a Ilustração, extraído do seu livro “ Resposta a pergunta o que é a Ilustração”

“A Ilustração e a saída do homem de sua condição de menor de idade pela qual ele mesmo é culpado. A menor idade é a incapacidade de se servir do seu próprio entendimento sem a direção do outro. A pessoa mesma é culpada de esta menor idade, quando a causa dela e a raiz de uma falha de entendimento,más da decisão e o valor para se servir dele com independência sem a ajuda de outrem. (Sapere aude! ) tem valor de se servir do seu próprio entendimento! Eis aqui a divisão da Ilustração.”

Desde um ponto de vista histórico, a Ilustração condenou o fanatismo e o oscurantismo religioso da idade media, sinalizando uma vez mais na racionalidade e na igualdade entre as pessoas a chave para o verdadeiro progresso material. De esta visão da história surgem, pelo tanto os conceitos de igualdade tolerância, fraternidade de expressão, de eleição, de pensamento, de religião e da imprensa. Ali mora a superação e a critica a religião cristã, o afirmar da Maçonaria e com ela o Deismo, e o impulso a supressão a Companhia de Jesus. Tudo isso surgiu da critica do “Direito divino dos reis” que indiretamente procurou dois sucessos fundamentais da civilização ocidental: a Revolução Americana (1776) e a Revolução Francesa (1789). 
A Declaração da Independência dos Estados Unidos (1776) seguiu a Constituição dos Estados Unidos de América (ratificada em 1989) e a declaração dos Direitos (Bill of rights), o primeiro documento oficial que da testemunha dos direitos fundamentais do homem ainda hoje em vigor, como a liberdade de expressão, imprensa e culto, além de o direito de se reunir pacificamente. Em 1789, alem de ser o ano pela qual entrou em vigor a Constituição dos Estados Unidos de América, foi também o ano da Revolução Francesa e a Declaração dos Direitos do homem e do cidadão. De modo que os dois documentos fundamentais de nossa civilização foram gerados por dois países apenas nascidos, duas repúblicas: Estados Unidos e França. 
A respeito disso, os críticos da civilização ocidental poderiam argumentar que, os direitos humanos foram estabelecidos inicialmente nos Estados Unidos na Francia, e nos anos seguintes imediatamente se incrementou ou Colonialismo na Africa e na Asia, a escravatura foi abolida somente depois de dezenas de anos e durante o século XX, Estados Unidos dominou o planeta a golpes de guerras induzidas e de economia imperialista. 
Tudo isto é certo, mas também não podemos julgar a história a priori. O que aconteceu refiro-me aos crimes que alguns países ocidentais perpetuaram é deplorável, mas mesmo assim não tira que as sociedades ocidentais tenham valores que as caracterizem, pelas quais foram uma vez mais estipulados na Declaração Universal dos Direitos do Homem, assinada em Paris em 1948. 
Particular relevância teve o direito a vida e a liberdade (de pensamento, de expressão, de imprensa, de movimento, de empresa). Estes são os valores principais da Civilização Ocidental e seria justo que as juventudes as estudassem observando que nos países que não pertencem ao Ocidente, esta Declaração não tem sido assinada. 
O Ocidente não impus estes valores para os países do mundo que não tenha ratificado a Declaração de 1948, mas nem por isso deve estar esclarecido que ninguém deve aproveitar-se da tolerância da liberdade de culto o da expressão com o propósito de difundir ódio e de intentar impor próprias leis o preceitos na sociedade Ocidental.

YURI LEVERATTO
Copyright 2014

Tradução: Anna Baraldi Holst, Itapema, S.C., BRASIL

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