martes, 14 de julio de 2015

O simbolismo messiânico no processo exploratório de Cristóvão Colombo


Gênova e Florença, duas grandes capitais renascentistas. 
Gênova, a soberba, dominadora dos mares e sede poderosa de  bancos. Florença, o centro financeiro mundial, dominado pelos Medici, os maiores capitalistas do século XV.
Em Gênova nasceu Cristovão Colombo, o navegante dos mares, que considerava-se ele próprio o Messías e portador da Fe ao Novo Mundo.
Em Florença nasceu Américo Vespucio, o viajante, o observador atento e o cosmógrafo.
Estes dois grandes italianos, da qual deve-se a história do Novo Mundo, tiveram a oportunidade de se conhecer em Sevilha (Espanha).
Logo estava Roma, o centro da Cristiandade, comandada pelo Papa genovês, chamado: Giovanni Battista Cybo - Inocencio VIII.
O século XV, foi marcado por um acontecimento fundamental.
No ano de 1453, os Turcos Otomanos conquistaram Costantinópla e islamisaram na sua grande parte a zona do Mediterráneo Oriental. 
Seu controle das rotas marítimas impediu grandes oportunidades para o comércio de Gênova e Veneza, que trocou por muitos anos com os empórios do Mar Negro e do Oriente Médio
O avanço do islamismo, visto como uma força que se opõe ao cristianismo, também foi sentido no sul da Espanha. O risco de que os islamicos bloqueassem o Mundo Ocidental era real.
Alem disso tinham sinais de novas terras no Mar Oceano. A possibilidade de que os muçulmanos, sejam eles Arabes ou Turcos, conquistar novos territórios era real.
Inocêncio VII tinha entendido isso e apoiou a empresa de Cristóvão Colombo.
Embora provavelmente os dois nunca se encontraram, Inocêncio VIII patrocinou a empresa, tanto respeito ao financiamento da parte italiana (Giannotto Berardi era um banqueiro dos Medici, por sua vez, relacionado com o Papa), ambos na parte espanhola (os dois sócios-gerentes da Santa Irmandade foram interligados com o Papa: Santangel foi o colecionador das receitas eclesiásticas de Aragão e Franceso Pinelli era o sobrinho do Papa).
Cristóvão Colombo, que durante décadas tinha sido experiências de navegação no Oceano Atlântico (Oceano Mar), era a pessoa perfeita para completar o projeto de conquista de vastos territórios e evangelização das pessoas que lá viviam: o indígenas.
Se Cristóvão Colombo não tinha completado a empresa, como representante do cristianismo, o projeto de conquista teria completado por os muçulmanos, ea história do mundo teria tomado uma direção diferente.
Para Colombo, Portugal e Espanha representavam os melhores meios para alcançar seus objetivos: a evangelização  do mundo, a vitoria final de Cristo, e ele, que se chamava Cristovão (que detem o Cristo), se sentiu iluminado e instruído por Deus para trazer a Fé no Novo Mundo.
Seus estranhos sinais cabalísticos (foto principal), sao um exemplo claro de quem se considerava o segundo Messias: 

           S
        S A S
        X M Y
   Xpo Ferens

                
Isso foi interpretado como segue:

Sou Servo do Altíssimo Salvador Cristo,
Filho de Maria, portador de Cristo

O fato de que Colombo era interessado em encontrar grandes quantidades de ouro está interligado com o objetivo final. 
Só com grandes quantidades de ouro teria sido possível pagar bem armados exércitos para derrotar os muçulmanos e recuperar o Santo Sepulcro.
Más aquelas imensas quantidade de ouro e prata, no entanto, foram utilizados por Carlos V e seus sucessores em guerras internas na Europa.
Colombo tinha conhecimento do livro “O Milhao” escrito por Marco Polo. Acreditava de chegar ao Catay (China) e possivelmente fundar junto aos Chineses uma aliança contra o Isla.
Seus planos, no entanto, entraram em conflito com a sua mente, ancorada à Idade Média.
Seu maior erro foi subestimar a extenção real da circunferência terrestre, e acreditar de ter chegado perto do Catay (China), quando na realidade estava a miles de kilómetros de distância.
As ilhas que ele descobriu foram bautizadas com nomes divulgando a Bíblia, Cristo, ou o patrocinador do projeto, Inocêncio VIII (Giovanni Battista Cybo).
E assim, a ilha onde se acoplaram as caravelas foi nomeada San Salvador (Guanahani), Cuba foi batizada inicialmente Juana (Joana, em espanhol, em honra de São João ou Giovanni Battista Cybo?); também foi chamado San Juan de Puerto Rico (San João, a capital de Porto Rico ainda é San Juan) e a Jamaica foi chamada Santiago (um santo que combateu os muçulmanos).
Nas viagens sucessivas Colombo estava cego pela possibilidade de chegar ao Cathay e as Índias, para realizar seu sonho, mas seus resultados não foram inicialmente apreciados. 
As novas terras, na verdade, eram vistas quase como um obstáculo na corrida para as Índias para aproveitar as rotas comerciais.
Apesar de ter sido chamado de "Almirante do Mar Oceano" e "vice-rei das Índias", seu poder começou a desaparecer.
Em Roma não havia más o papa Inocêncio VIII, más um novo Papa españhol: Rodrigo Borgia, Alexandro VI. 
Borgia irá apoiar apenas os interesses de Espanha (linha de Tordesilhas).
A História não foi ao seu favor, naquele momento era a Espanha que havia-se aproveitado dele, e assim Colombo já não era necessário. Seus descendentes tiveram que lutar para ser reconhecidos os privilégios que tinham sido concedidos. 
E havia outro italiano, cuja mente não era medieval, más moderna. Foi Amerigo Vespucci: viajante, observador, cosmógrafo, antropólogo. 
Em suas notas, ele escreveu dos nativos, homens livres, cujos hábitos e costumes devem ser respeitados. Amerigo não foi motivado pelo desejo de evangelizar, nem pelo desejo de encontrar grandes riquezas.
Embora Colombo morreu sem reconhecimento nem honras, na sua morte várias cidades disputavam os seus restos mortais, e ainda são dezenas de cidades que suportam a sua paternidade.
A sua epopeia no mundo Ocidental somente foi segunda da aquela de Jesus Cristo. 
O genoves venceu, trazendo a fé em Cristo no Novo Mundo, embora o processo de evangelização forçada dos nativos acabou por ser um dos o maior choque de cultura de todos os tempos.
Tambem o florentino triunfou, porque as suas cuidadosas observações geográficas e antropológicas, e a sua enorme experiência adquirida em quatro viagens de exploração, levou a ser, antes de sua morte, o homem mais experiente no planeta do Novo Mundo.
Para isso, ele foi premiado pelo rei Fernando, com o título de "Piloto Mayor de Castilla", e por esta razão o Novo Mundo será sempre lembrado com o nome: América.

YURI LEVERATTO
Copyright 2012

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