martes, 25 de agosto de 2015

O problema das terras indígenas no Brasil: A Reserva Roosevelt, onde está situada uma das minas de diamantes más grandes do planeta


O Presidente dos Estados Unidos da América, Theodore Roosevelt (1858-1919), pela qual o rosto dele está esculpido no monte Rushmore (Dakota do Sud, U.S.A.) junto aqueles de George Washington, Thomas Jefferson e Abraham Lincoln, foi também explorador e escreveu sobre história.
Depois que seu mandato finalizou, decidiu empreender uma expedição na selva amazónica brasileira, contactou ou Marechal Cândido Rondón em (1865-1958), um indigenista experto em questões amazónicas.
A expedição (realizou-se entre 1913 e 1914), tinha o objetivo oficial de explorar ou chamado "Rio da Dúvida", um misterioso rio escondido na selva tropical, da qual ignorava-se o lugar exato de suas fontes e também da sua desembocadura.
A expedição começou na cidade de Cáceres, situada a margem do Rio Paraguay.
O dia 27 de fevereiro de 1914 os participantes da expedição chegaram a beira do rio da Dúvida. Naquele momento, a causa das difíceis condições ambientais e da forte presença de insetos portadores de malária e outras enfermidades, o grupo dividiu-se: uma parte continuou explorando o curso do rio e a outra parte dirigiu-se ao Rio Madeira.
Pergunta: Qual foi o objetivo real da expedição de Theodore Roosevelt?
E possível que o projeto de criar áreas protegidas no Brasil, teriam a finalidades como fins ocultos de preservar enormes riquezas que seriam exploradas numa segunda ocasião, tenha iniciado justamente com a expedição de Roosevelt?
É possível que o propósito escondido da expedição tenha sido o de verificar a existência de uma das mais grandes minas de diamantes do mundo?
Logo comprovou-se que o Rio da Dúvida, depois de batizado Rio Roosevelt, e na realidade um afluente do Rio Madeira, e tem suas fontes perto da cidade do Espigão do Oeste.
Em 1960, a zona do Rio Roosevelt foi cenário de um massacre de proporções enormes: aproximadamente 3500 indivíduos de etnia Cinza Larga (idioma Mondé), foram envenenados com arsénico (1) pelos mercenarios sem escrúpulos pagos por empresários ilegais.
Nos anos seguintes muitos buscadores ilegais de diamantes se introduziram na reserva e se instauraram nas margens da mesma para contrabandear as pedras preciosas. Tudo isso levou a fortes conflitos com os indígenas presentes na reserva, das quais queriam manter o monopólio do comércio e da extração dos diamantes.
Apesar de que nas terras indígenas está formalmente proibida a extração de minerais, más a realidade é por desgraça muito diferente.
Em 1973 foi criada a Terra indígena Roosevelt para oficialmente preservar as tradições e a vida ancestral dos indígenas Cintas Largas, que vivem ali desde tempos pre-colombianos. Criou-se alí uma área protegida de 27000 kilómetros quadrados onde vivem apenas 1200 indígenas.
Estranhamente, a reserva foi criada justo numa zona de máxima importância no aspecto economico, já que ali descobriu-se uma das minas de diamantes más grandes do mundo, que por agora pode produzir um milhão de quilates ao ano, cujas reservas estimadas são maiores das de algumas minas del Botswana, na África.
No ano de 2003 a policia federal expulsou quase todos os garimpeiros da reserva Roosevelt, com a finalidade de terminar com a exploração ilegal. Lamentavelmente, as crescentes tensões no interior da reserva pelo control da jazida, conduziram em 2004 a outro massacre que foi pouco divulgado pelos meios de comunicação internacional, os indios mataram perto de cem garimpeiros (procuradores ilegais de minerais) com fuzis automáticos (2).
Nos anos no auge do contrabando, nos hotéis do Espigão do Oeste e Caçoal se entretinham traficantes belgas e israelitas que compravam os diamantes a baixo preço para logo revende-los no exterior.
A extração ilegal de diamantes tem causado também consideráveis danos ambientais: as escavadoras e tratores abriram em efeito vários buracos ao interior da reserva, que pelo seu status deveria estar completamente livre de qualquer tipo de exploração mineira.
A Agência Brasileira de Inteligência estima que todos os meses saem grandestinamente do Brasil diamantes equivalentes a 20 milhoes de dólares. Pelo triste fato, vários indígenas estão a favor da extração ilegal de diamantes e permitem aos garimpeiros continuar com sua labor ilícita a cambio de que lhes paguem uma magnífica comissão.
Tudo isso revela os problemas de uma Terra indígena do Brasil onde é ilegal a extração de minerais más continua sendo efetuada uma exploração selvagem de diamantes.
Hoje esta-se descobrindo novas jazidas dentro da selva, mas tudo isso acontece no maior secreto absoluto, não chegando aos meios de comunicação nacional e internacional.
Agora que os garimpeiros foram expulsos poderiam dar a chance de entrar algumas das maiores multinacionais do setor, sem que os veículos de comunicação e nenhum tipo de entidade de controle percebam.
Não podemos esquecer de que está proibida a entrada nas Terras indígenas por qualquer pessoa não autorizada pela Funai.
Seguindo esta lógica, grupos privados poderiam, com o consentimento dos indígenas facilmente corruptíveis, obter enormes riquezas na indiferença geral.
O objetivo da expedição de 1913-1914 poderia haver-se cumprido.
Justamente que agora as Terras indígenas vistas ao mundo como um exemplo, onde as tradições ancestrais dos indígenas são respeitadas e valorizadas, estes territórios estão sendo na realidade, explorados sem escrúpulos e os indígenas que o habitam são corrompidos e utilizados por grupos de poder.

YURI LEVERATTO 
Copyright 2012

(1) Massacre do paralelo 11:
http://pib.socioambiental.org/es/noticias?id=17879

(2) Massacre de 2004: 
http://pt.wikipedia.org/viki/ReservaRoosevelt

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