miércoles, 16 de julio de 2014

A prova da presença de indígenas nao ainda contactados na reserva de Kawahiva, Amazonia brasileira


A alguns dias atráz, a televisão brasileira Globo mostrou um video onde pode-se notar o caminhar de alguns indígenas não contactados ainda na plena selva amazónica brasileira.
O video foi gravado na reserva de Kawahiva, uma área de aproximadamente 410.000 hectares, ubicada na fronteira do estado de Mato Grosso com o estado do Amazonas.
Já desde faz algum tempo alguns indigenistas da Funai tinham observado rastros da discreta presença de indígenas na zona, mas ainda não tinha sido filmado. No video nota-se claramente que em certo ponto, quando os nativos perceberam forasteiros fogem rápido a gritos com a palavra TAPUIM, que foi interpretada como: "inimigo" pela estudiosa que aparece na parte final do video.
Ainda hoje em 2013, 500 anos depois da chegada dos europeus a Sud América ainda existem várias tribos de nativos não contactados. O processo do contato e, posteriormente da "civilização forçada" com a sociedade brasileira e, seguramente inevitável .
Estes indígenas, de fato, das quais não sabemos o nome nem conhecemos seu complexo sistema cosmogónico, não entram já, desde hoje, na categoria dos “não contactados” como de fato estão na fase do "contato inicial".
E triste resalta-lo como muitas outras etnias que mudaram seu estatus de não contactados o "ailhados" a "indígenas "em "contato inicial", tambem estes indígenas serão observados e estudados (sua lengua já se conhece, é uma variante do Tupí chamada Tupi-Kawahiva), suas tradições serão examinadas e seus conhecimentos (principalmente que concerne a utilização de plantas medicinais) serão analisadas.
Apesar de tudo , o problema como geralmente acontece nestes casos e como o destaquei em outros dos meus artículos (ver, por exemplo, a reserva Roosevelt) , e que depois do contato inicial, concede-lhes a entrada ao interior da reserva a uma ONG estrangeira, que depois de ter ganho a confiança do chefe da tribo (cacique) obtém-se informações valiosas principalmente no campo da botânica, pela qual e utilizada a continuação na medicina e na cosmêtica.
E’ a chamada biopiratería, cuando a biodiversidade é substraída, saqueada e reutilisada com enorme proveito pelas ávidas multinacionais.
Na segunda fase do "contato" estuda-se a área desde um ponto de vista mineiro, e, apesar da reserva ser considerada "inatingível " as vezes se concede a empresas estrangeiras para proceder a uma extração da qual não haverá beneficio para os povos Sud-Americanos, sino somente as elites que lideram a os paises.
Refiro-me por exemplo no caso da reserva Nahua Nanti no Peru criada em 1990 para preservar os Nahua Nanti e outros povos como os Kugapakoris e os Masco Piros.
Nesta atualidade, a reserva foi dada em concessão a empresa argentina Plus Petrol pela qual tem planejado abrir centos de poços para a extração de gás.
O que acontecerá aos nativos se se procede com esta segunda fase do contato?
Aqueles que por acaso sobrevivam as doenças conduzida pelos científicos da ONG se fundirão com outras etnias possivelmente atavicamente hostis a eles (como aconteceu na terra indígena Raposa Serra do Sol), o simplesmente passarão a ser de nômades a sedentários como aconteceu a os Yanomami de Xitei.
Comummente , no Sud América, vários governos brincam a demonstrar-se indigenistas o amigos dos nativos que na sua opinião devem ser preservados a todo custo, mas logo quando se encontra petróleo nas suas terras o outros minerais preciosos, todos os bons propósitos desaparecem e a area da-se concessão as multinacionais estrangeiras, como aconteceu por exemplo no Tipnis, na Bolivia.

YURI LEVERATTO
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