martes, 9 de junio de 2015

A construção das represas de Belo Monte, no Rio Xingú, na Amazónia brasileira


As construções das faraónicas represas de Belo Monte, no Rio Xingu, um afluente direto do Rio Amazonas, gera a muito tempo intermináveis controvérsias.
De um lado estão os indígenas das reservas colidentes no lugar onde já se esta construindo, liderados pelo cacique Raoni e por varias organizações ambientalistas e indigenistas.
Pelo outro está o governo, as empresas multinacionais e os interesses de poderosas sociedades, normalmente estrangeiras que precisam de enorme cantidade de energia a baixo preço, para continuar a produzir alumínio e outros bens de consumo.
Estranhamente, a Funai (Fundação Nacional do Indio), que deveria proteger os interesses deles e não permitir a construção de obras enormes que possam alterar os ciclos naturais e biológicos, manifestou-se dizendo que as represas não causarão a saída forçada de indios, e pelo tanto não e incompatível com o normal desenvolvimento de sua vida (1).
O projeto prevê um dique primeiro no sítio do Pimental: a construção de um gigantesco canal de aproximadamente vinte quilômetros onde correrá a maioria da agua do Xingu e, logo, a construção de uma segunda represa onde será produzido 98% da eletricidade de Belo Monte. Na zona no entorno ao lugar onde surgirá a imensa obra tem varias terras indígenas: Apyterewa, Aradwete, Trincheira, Bocajá, Koatinemo, Kararao, Cachoeira Seca, onde vivem os Kayapos, os Assurinis, os Araweté, os Parakaná e outros povos.
Todas essas terras poderão ser inundadas com o tempo no transcorrer do ano, devido a construção do dique de Pimental.
O Rio Xingu, em efeito está experimentando uma subida de dezembro a maio.
Justamente nesses meses as terras indígenas situadas no rio acima do dique, poderiam ser parcialmente inundadas prejudicando a agricultura e a pesca deles, além do mais acredita-se que para a construção da represa de Pimental terão que ser abatidas aprox. 3 milhoes de árvores.
Enquanto que impacto ambiental, e verdade que a represa de Pimental vai impedir a maiora dos peixes subir o rio.
Fizeram-se estudos incluindo instalando chips nas escamas de alguns peixes para intentar compreender quais são os que emigram da desembocadura até as fontes do Xingu, com a finalidade de poder reproduzi-los em cativeiro depois de Pimental, mas é longe ainda de compreender completamente estas dinâmicas e muitos acreditam que o transtorno pela qual serão submetidos os indígenas que vivem nessas terras por perto a zona será muito alto.
Más como estamos sabendo já a empresa canadense Belo Sun Miting esta começando um processo de exploração de uma zona não tão longe de 10 kilómetros do Pimental.
Fala-se de aprox. de 142 toneladas de ouro que será extraido da terra Amazónica. Muito mais de que 100 toneladas que se obtiveram em dez anos de exploração no tão mao falado sitio da Serra Pelada.
Voltando ao Belo Monte, os defensores da obra sustentam que será o terceiro dique do mundo, (depois das Tres Gargantas, na China, e a de Itaipu entre Paraguay e Brasil).
Funcionando, produzirá 11,2 gigabyte de eletricidade, que deveriam servir para melhorar a distribuição energética em toda a Amazonia. O mais alto de 11,2 gigabyte apesar disso poderá alcançar somente entre janeiro e maio, quando o rio estiver alto.
O alcance do complexo de Belo Monte não poderá gerar mas do que 4,5 gigabyte de eletricidade (41% de sua capacidade instalada)
Quem são os proprietários do consórcio de Belo Monte?
O 50% é da Eletrobrás, uma empresa que a sua vez e controlada pelo Estado. Uns 20% são das empresas Vale (extração de minerais), Sinobrás (siderúrgica), Cemig e Light (produção e gestão da energia elétrica).
O restante 30% está nas mãos dos fundos de pensões e participações. 
No geral, as associações ambientalistas sustentam que no Belo Monte está desenvolvendo uma situação de uma politica de capitalismo extremo que não tem em consideração as exigências dos indígenas e nem sequer a população mais humilde. Como aconteceu logo com as construções de outras obras faraónicas no Brasil, é possivel que a energia que será produzida em Belo Monte não seja reservada a população amazónica, más que será destinada a ser vendida as grandes empresas do sul do Brasil (os Estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais) ou incluindo tambem a empresas estrangeiras como a Alcoa, que produzem alumínio no Brasil.
As recentes protestas no Brasil antes e durante a Copa Mundial de Futebol demonstraram que existe uma classe media que não considera justo que as multinacionais ganhem cifras absurdas em detrimento do cidadão comum, que cada vez mais sente o peso em todos os serviços no geral.
Estas obras gigantescas que tem o risco de alterar para sempre uma zona como a Amazonia, já ferida pela avenida trans-amazónica e que provavelmente causará grandes danos a população indígena, da qual serviria somente a grandes grupos industriais que obtendriam energia a baixo custo para suas produções minerais e siderurgicas.
Se isso se realizará, as populações autóctones e locais seriam enganadas duas vezes: antes que tudo por perder um ambiente natural primordial, e outro porque poderá ver elevar-se o custo da energia em preços desproporcionais.

YURI LEVERATTO
Copyright 2014

Tradução: Anna Baraldi Holst, Itapema, Santa Catarina, Brasil

(1) http://www.intertechne.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=253&Itemid=2

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