martes, 29 de julio de 2014

O enigma dos Maraká, os últimos pigmeus americános


A pedregosa e difícil Cordilheira do Perijá, de aproximadamente 300 kilómetros de extenção, se encontra entre os departamentos do Cesar e Norte de Santander, na Colômbia. No lado Ocidental está o departamento do Cesar, enquanto que no Oriental encontra-se os profundos vales do Rio Agua Branca e do Rio Catatumbo, dos quais desembocam no lago de Maracaibo, na Venezuela.
Nestes particulares eco-sistemas que vão do páramo da montanha até a selva pluvial tropical, tem vivido desde tempos remotos um conjunto de indígenas que os espanhóis os identificaram com o termo de Motilones.
Pelo geral se diferenciam os Baros dos Yucos: a lengua dos primeiros pertence ao grupo chibcha, enquanto que os segundos vem do caribe. Os Yucos que sempre foram especialmente belicosos, moram a parte ocidental da Serranía de Perijá, e alguns deles vivem ainda hoje na chamada Serrania dos Murciélagos : tradução (morcegos).
Os Yucos vivem principalmente de agricultura, cultivando milho, feijão, mandioca, inhame, banano, cana de açucar, mamão papaya e pimentão. Sua dieta, pobre em sal ocasionalmente se enriquece com carne de caça, paquiderme, cervos faisão e patos selvagens.
Nos últimos anos, os Yucos tem tido que enfrentar cada vês mais a invasão de colonos colombianos nas suas terras, e por isso se retiram no profundo da Cordilheira de Perijá.
Na zona das fontes de Catatumbo, em plena selva alta, vivem ainda hoje grupos de Maraká, indígenas muito pequenos, perfeitamente integrados a seu bioma. Na era moderna, o primeiro estudioso que conseguiu estabelecer um contato com os Maraká foi Gustaf Bolinder, em 1920. Na opinião de Bolinder, os Marakás que conheceu no povo de Shirapa, tinham que ser considerados sobre qualquer ponto de vista como os últimos pigmeus americanos, já que a estatura media dos homens adultos não supera os 140 cm., enquanto que as mulheres era de 120 cm.
Bolinder voltou a Serranía de Perijá em 1936 junto sua esposa. Estabeleceu-se por um tempo na aldeia de San Jenaro, a uns 1200 metros de altitude sobre o nível do mar.
Na companhia de alguns indígenas Maraká empreendeu uma arriscada expedição que tinha por fim atravessar toda a Serranía de Perijá. Durante a viagem relacionou-se com autóctones de estatura normal os Siikakao.
No ano de 1948, os dois estudiosos Cruxent e Wavrin que estavam explorando a vertente oriental da Cordilheira, tiveram contato, num afluente do Rio Tukukú, com alguns autóctones barbados de altura extremamente reduzida.
Pelas suas indicações, estes indígenas eram Maraká. Cruxent efetuou algumas medidas de vários grupos de indígenas, verificando que a estatura media dos homens era de 130 centímetros, em quanto que a das mulheres era de 128 cm.
Os Marakás que Cruxent descreveu e estudou não eram apesar disso negroides, razão pela qual se excluiu qualquer possivel descendencia de aborígines , provenientes da Africa (ver minha entrevista a Arqueóloga Niêde Guidon).
Ao contrário, a maioria dos Marakás tinham rasgos somáticos parecidos aos Motilones de estatura normal e alguns deles tinham barba, que é uma característica das etnias caucásianas. Atualmente existem ainda grupos de Marakas que vivem nas fontes do Catatumbo. A origem dos Marakás tem tido notáveis discussões entre os antropólogos. 
Na opinião de alguns estudiosos, sua estatura reduzida deve-se a uma alimentação deficiente então trataria-se de uma involução humana. Apesar, do contrário de estas afirmações, os Marakás não pertencem para nada ser um grupo humano "deficiente", porque são muito hábeis na caça na pesca, são muito resistentes a largas caminhadas, ao calor úmido e ao frio intenso: raramente se enfermam e são lutadores e inteligentes; estando bem acostumados ao seu ambiente natural e sua estatura reduzida ajuda a eles em certas situações, como por exemplo mover-se com agilidade numa selva tão complexa.
Dentro estas teorias, os pigmeus americanos que não seriam parentes absolutamente com os pigmeus africanos ou os do Nova Guiné, seriam em cambio o resultado de uma mutação genética acontecida no passado.
O fato de que os descendentes dos indivíduos cujo patrimonio genético parou tenham mesmo assim ganho no processo da evolução, permitido que o grupo de Maraká sobrevivesse ate os dias de hoje.
Na atualidade, o eco-sistema da Serranía de Perijá está constantemente ameaçada por grupos de pessoas violentas que ocupam o solo com a finalidade de instaurar plantações ilegais de coca. Tambem grandes grupos empresariais que tem por objetivo a exploração mineral da zona, estão entrando a força nos diversos vales da Cordilheira.

YURI LEVERATTO
Copyright 2011

Tradução: Anna Baraldi Holst, Itapema, Santa Catarina, Brasil.

miércoles, 16 de julio de 2014

A prova da presença de indígenas nao ainda contactados na reserva de Kawahiva, Amazonia brasileira


A alguns dias atráz, a televisão brasileira Globo mostrou um video onde pode-se notar o caminhar de alguns indígenas não contactados ainda na plena selva amazónica brasileira.
O video foi gravado na reserva de Kawahiva, uma área de aproximadamente 410.000 hectares, ubicada na fronteira do estado de Mato Grosso com o estado do Amazonas.
Já desde faz algum tempo alguns indigenistas da Funai tinham observado rastros da discreta presença de indígenas na zona, mas ainda não tinha sido filmado. No video nota-se claramente que em certo ponto, quando os nativos perceberam forasteiros fogem rápido a gritos com a palavra TAPUIM, que foi interpretada como: "inimigo" pela estudiosa que aparece na parte final do video.
Ainda hoje em 2013, 500 anos depois da chegada dos europeus a Sud América ainda existem várias tribos de nativos não contactados. O processo do contato e, posteriormente da "civilização forçada" com a sociedade brasileira e, seguramente inevitável .
Estes indígenas, de fato, das quais não sabemos o nome nem conhecemos seu complexo sistema cosmogónico, não entram já, desde hoje, na categoria dos “não contactados” como de fato estão na fase do "contato inicial".
E triste resalta-lo como muitas outras etnias que mudaram seu estatus de não contactados o "ailhados" a "indígenas "em "contato inicial", tambem estes indígenas serão observados e estudados (sua lengua já se conhece, é uma variante do Tupí chamada Tupi-Kawahiva), suas tradições serão examinadas e seus conhecimentos (principalmente que concerne a utilização de plantas medicinais) serão analisadas.
Apesar de tudo , o problema como geralmente acontece nestes casos e como o destaquei em outros dos meus artículos (ver, por exemplo, a reserva Roosevelt) , e que depois do contato inicial, concede-lhes a entrada ao interior da reserva a uma ONG estrangeira, que depois de ter ganho a confiança do chefe da tribo (cacique) obtém-se informações valiosas principalmente no campo da botânica, pela qual e utilizada a continuação na medicina e na cosmêtica.
E’ a chamada biopiratería, cuando a biodiversidade é substraída, saqueada e reutilisada com enorme proveito pelas ávidas multinacionais.
Na segunda fase do "contato" estuda-se a área desde um ponto de vista mineiro, e, apesar da reserva ser considerada "inatingível " as vezes se concede a empresas estrangeiras para proceder a uma extração da qual não haverá beneficio para os povos Sud-Americanos, sino somente as elites que lideram a os paises.
Refiro-me por exemplo no caso da reserva Nahua Nanti no Peru criada em 1990 para preservar os Nahua Nanti e outros povos como os Kugapakoris e os Masco Piros.
Nesta atualidade, a reserva foi dada em concessão a empresa argentina Plus Petrol pela qual tem planejado abrir centos de poços para a extração de gás.
O que acontecerá aos nativos se se procede com esta segunda fase do contato?
Aqueles que por acaso sobrevivam as doenças conduzida pelos científicos da ONG se fundirão com outras etnias possivelmente atavicamente hostis a eles (como aconteceu na terra indígena Raposa Serra do Sol), o simplesmente passarão a ser de nômades a sedentários como aconteceu a os Yanomami de Xitei.
Comummente , no Sud América, vários governos brincam a demonstrar-se indigenistas o amigos dos nativos que na sua opinião devem ser preservados a todo custo, mas logo quando se encontra petróleo nas suas terras o outros minerais preciosos, todos os bons propósitos desaparecem e a area da-se concessão as multinacionais estrangeiras, como aconteceu por exemplo no Tipnis, na Bolivia.

YURI LEVERATTO
Copyright 2013